Desacato

Desacato

Percorri os campos de paralelepípedos, cimento, asfalto
Bichos que vi foram ratos, cães e gatos, pombas, galinhas
E o bicho homem nas suas quase infinitas cores e versões

Escolhi a calma segura, opaca e sem brilho do anonimato
Não me revelo, me escondo atrás de um símbolo carimbo
Circulo as iniciais do meu nome com uma esfera de limbo

Eu, um cara do bem, da paz
Eu não brigo, não luto, não mato
Lanço aqui meu desacato

Desacato toda Lei da Física, da Química, da Matemática
Pontos, vírgulas, crases e acentos da Língua Portuguesa
Para registrar digitalmente aquilo que não pode ser dito

Na grande feira social online onde tudo é vendido
Posto gratuitamente meu sentimento, dores e desgraças
E por desafiar o fluxo da manada, não causo impacto

Eu, um cara do bem, da paz
Eu não brigo, não luto, não mato
Lanço aqui meu desacato

Quem sabe daqui a cem mil anos um semelhante puro
Encontre por acaso um registro em algum canto do futuro
E me descubra nele também pra sempre infinito e eterno

Quem sabe daqui a cem mil anos um semelhante puro
Encontre por acaso um registro em algum canto do futuro
E me descubra nele também pra sempre infinito e eterno

Eu, um cara do bem, da paz
Eu não brigo, não luto, não mato
Lanço aqui meu desacato

Agradeço

Agradeço

Senhor eu agradeço
Por receber mais que mereço
Por me mostrar a paz
Mesmo eu sendo tão incapaz

Eu não sei
Agradecer
Mas agradeço
Agradeço

Senhor eu agradeço
Por ensinar o que é sem preço
Por me mostrar a clareza
Ela é em mim a maior riqueza

Eu não sei
Agradecer
Mas agradeço
Agradeço

Senhor eu agradeço
Por estes versos que eu teço
Por me mostrar a bondade
Ela é a ponte para a felicidade

Senhor eu agradeço
Por tudo que eu de ti conheço
Por me mostrar a compaixão
Finito e infinito em perfeita união

Eu não sei
Mas agradeço
Agradeço

Pano de Prato

Pano de Prato

Há na caixa da menina
Com cuidado enrolado
Um pintado pano de prato
Que passaria despercebido
Não fosse o nobre gesto

Unindo dois mundos distantes
Com um pano tecido e pintado
Oh Oh
Oh Oh Oh

Há no peito da mulher
Pronto para ser sacado
Um motivo pra gerar o fato
E despertar amor adormecido
Não ligando para o resto

Com um pano tecido e pintado
Unindo dois mundos distantes
Oh Oh
Oh Oh Oh

Dessa forma entre elas
Cria-se um laço humano
De respeito, amor e amizade
Na eternidade do momento
Do prato enxugado pelo pano

Na eternidade do momento
Do prato enxugado pelo pano

Pelo pano Oh Oh
Pelo pano Oh Oh

Eu Admito

Eu Admito

Pra mim
Pra você
Pra todo mundo

Canto coisas sobre o que acredito
Falo de algo que muitos não sabem
Eu admito

Pra mim, pra você, pra todo mundo
Pra mim, pra você, pra todo mundo

Moram em mim o maldito e o bendito
Muitos não querem que assim seja
Eu admito

Pra mim, pra você, pra todo mundo
Pra mim, pra você, pra todo mundo

Da janela vejo um horizonte de granito
Coberto por um céu azul tão bonito
Eu admito

Pra mim, pra você, pra todo mundo
Pra mim, pra você, pra todo mundo

Da alma serena respiro um fim infinito
Nada teria sentido sem tua presença
Eu admito

Pra mim, pra você, pra todo mundo

Pra mim

Pra você

Pra todo mundo e o mundo todo

Eu admito

Todo Dia

Todo Dia

Todo dia a gente nasce
Todo dia a gente morre

A gente traz o peso do passado
A gente sonha a leveza do futuro

Todo dia a gente nasce
Todo dia a gente morre

A gente chora o que não temos
A gente gargalha do que vemos

Todo dia a gente nasce
Todo dia a gente morre

A gente tenta corrigir o passado
A gente tenta desvendar o futuro

Todo dia a gente nasce
Todo dia a gente morre

A gente odeia com rancor
A gente mergulha no amor

Todo dia a gente nasce
Todo dia a gente morre

Todo dia a gente nasce
Todo dia a gente morre

Todo dia a gente nasce
Todo dia a gente morre

A gente morre todo dia
A gente nasce

A gente traz o peso do passado
A gente sonha a leveza do futuro

A gente chora o que não temos
A gente gargalha do que vemos

A gente tenta corrigir o passado
A gente tenta desvendar o futuro

A gente odeia com rancor
A gente mergulha no amor

Todo dia a gente morre
Todo dia a gente nasce

Nós

Nós

Sim, sim

Algo em nós
Disse sim, disse sim, disse sim

Eu olhei pra você
Você olhou pra mim
Então algo em nós
Disse sim, disse sim, disse sim

Não basta querer
Paixão é chama inicial
Precisa muita garra
Pra chegar até o final

Houve um acordo
Seguir juntos até o fim
Juntar dois mundos
Dissemos sim, sim, sim

Algo em nós
Disse sim, disse sim, disse sim

Vale muito à pena
Um ao outro entender
Aceitar cada fraqueza
Para a beleza florescer

Se chega só na vida
O medo invade a alma
Mas há uma benção
O amor protege e acalma

Eu olhei pra você
Você olhou pra mim
Então algo em nós
Disse sim, disse sim, disse sim

Algo em nós
Disse sim, disse sim, disse sim