Quando logo pela manhã desperto
Arrancado dos pesadelos noturnos
Caio nos braços dos medos diurnos
Olho à minha volta vejo meu deserto

Olho à minha volta vejo meu deserto
Chove sobre mim, chove sobre mim

Tateio esta vida sem saber por onde
Começo pouco a pouco a tecer o dia
Encho de esperança esta casca vazia
Eu procuro espero e você me responde

Eu procuro espero e você me responde
Chove sobre mim, chove sobre mim

Dentre todos os nãos você me diz sim
Me dá força a paciência de um monge
Porque o mar do seu amor está longe
E também está próximo perto em mim

E também está próximo perto em mim
Chove sobre mim, chove sobre mim

Então aos poucos seu contato dissipa
A angústia da dor dessa culpa infinita
Chove sobre mim sua benção bendita
E misturada às lágrimas me emancipa

E misturada às lágrimas me emancipa
Chove sobre mim, chove sobre mim.